As palavras pingam
escassas da ponta da caneta.
A inspiração foge aos detalhes
perde-se nos meandros da mente.
E as ideias pingam,
formam estalactites
no teto do cérebro,
e são duras e incontornáveis.
Os versos sofrem a erosão
do tempo e as palavras desgastadas
se negam a produzir como antes.
Vejo a plantação se perder
e não tenho palavras para a dor
de ver a página branca devastada,
enquanto os versos gotejam esparsos
insuficientes para um poema.
quarta-feira, 29 de junho de 2016
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