O mundo dorme
em um concerto
de silêncios
e as vozes emudecidas
tecem sonhos para o dia.
Uma maçã no escuro
pende da fruteira
na cozinha,
enquanto as baratas
cochicham no interior
dos armários fechados,
como se soubessem
inquilinas indesejáveis.
Os roncos em tom de baixo
harmonizam-se ao sibilar
das sopranos e ambos
ignoram-se como se fosse dia
e o café da manhã
estivesse na mesa.
As madrugadas tecem seus mistérios
e em cada quarto escuro das cabeças
revelam-se sonhos
inomináveis à luz do dia.
segunda-feira, 13 de junho de 2016
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