Um anjo de dedos longilíneos colhia maçãs
mas, antes, era como se as acariciasse
e seus olhos cresciam diante dos frutos
saborosos, vermelhos, pecaminosos.
Um anjo de suave voz cantava
com a maçã em suas mãos
e todo o mundo cabia naquela esfera vermelha,
que dançava entre os dedos finos angelicais.
Um anjo retilíneo crescia em minhas pupilas
e eu não via mais a maçã,
não escutava mais sua voz
não via mais o mundo.
Um anjo cubista, cheio de quinas
saltou da tela, caiu de seu céu
e comia maçãs na sala de minha casa,
sem se importar se da humanidade compartilhada
do infinito para o finito das coisas, marcaria
o fim do encontro tão desejado.
sábado, 28 de março de 2020
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