O que nos faz mais ou menos,
quais as máscaras que vestimos,
quem somos de verdade
quando se apagam as luzes?
Quem somos quando tiramos a roupa,
guardamos os diplomas na gaveta,
quando tiramos a maquiagem,
o perfume e as meias rasgadas?
O que sobra de nós depois do pó de arroz
social que nos encobre a face,
da cama no quarto escuro
da noite no vazio da solidão?
O que resta de nós quando sozinhos
nos olhamos no espelho,
e voltamos a ser nós mesmos
de pura face perdida no olhar?
segunda-feira, 23 de setembro de 2019
Assinar:
Postar comentários (Atom)
A poesia é essa água que escorre pela boca e d esce pelas bordas rompendo a barreira dos lábios. Diz e não diz f abula mundos intangív...
-
Difícil resumir em poucas linhas, quiçá em poucos parágrafos trinta e nove anos de vida. Nem de perto passou por minha cabeça essa possibil...
-
Preciso limpar os meus olhos do fel social, desaprender a olhar para enxergar de verdade praticar o gesto do desaprender e contem...
-
A chave estava sobre a estante lembrando que havia portas fechadas pelos labirintos da memória. Ousei tocá-la, mas tive medo de que...
Nenhum comentário:
Postar um comentário