Eu que aqui cheguei
não tenho nada a ver com isso.
Tomo meu porre de palavras
sinto a embriaguez dos sentidos.
Quando crescer, assim, faço juramento,
vou deixar a poesia, o bar e o vício.
Vou ler coisas sérias
defender grandes teses.
Serei amigo de juízes e deputados
gente de respeito e da sociedade.
Mas, quando crescer, somente quando crescer.
Por ora, deixem-me com as palavras
e seu torpor que sobe aos poucos
à cabeça e embriaga o coração,
esse ser bobo que só sabe bater
e fica sentimental
a qualquer sinal de carícia
ou aceno de amor.
sábado, 30 de junho de 2018
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