O sono, desse comum, que afeta todo mundo
justifica meu dia, tira de mim a pedra
apertada entre os dedos e desarma
o punho em alto sempre pronto à batalha.
Quem me vê dormindo, de uma nota só respirando
não imagina as batalhas que enfrento nos sonhos.
Meu travesseiro é leve e macio,
mas a cabeça deita sobre pedras.
Se Jacó sonhou com anjos subindo escadas
e da esquina do Céu viu a ponta do Paraíso,
nos meus sonhos vejo gente comum,
gente morta que parece da Eternidade
ter desgostado e com saudades desta vida
vem a mim pedir notícias, breves que sejam,
para sonhar com a vida que o tempo um dia
botou um pedra em cima e plantou uma lápide
irônica que diz: "Aqui jaz..."
para quem ainda tinha tanta perna para andar.
segunda-feira, 2 de abril de 2018
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